terça-feira, 16 de outubro de 2018

Tastemakers a Competição, tô dentro do jogo














O jogo começou, não sabemos muito bem o que estamos fazendo lá e qual o nosso objetivo, ele é falado prova a prova, com o nervosismo a ficha demora a cair.
A primeira prova, parece simples, quando falada pelos jurados e também apresentadores do reality. Escolher um ingrediente, falar dele, tua relação com o mesmo na cozinha e como isso te conecta com ela. Tudo em 1 minuto.
Eu recebo a urna e tiro o número 3, fico feliz, afinal, ser o primeiro na primeira prova não é lá muito confortável, o segundo é menos pior, ainda ronda uma pressão, já o terceiro é confortável, tu não é o último então não tem que lidar com a ansiedade da espera e não tem aquele susto de ser o primeiro e não ter um tempo pra se preparar, física e psicologicamente.
Procuro um morango, não acho. Entre todos pedaços de carne e o peixe que não identifiquei, afinal, esse blog só surgiu por conta desse ser aquático, a traíra, só vejo que há uma traíra na bancada  quando assisto o primeiro episódio,Na prova quem brilhou pra mim foi a pimenta.
Na competição, os que foram medianos, não tiraram a melhor e nem as piores notas, não sabem sua pontuação, assistindo tudo no conforto do meu lar, descubro um segundo lugar, que divido com a colega Mariani, 8 pontos.
Não fui para a eliminação, se eu fosse, teria que cozinhar. Por certo faria uma geleia.
Sim, e pra comer com que?
Não sei, afinal, esses pontos, e a indicação de Vítor por Ju, garantem mais um episódio no programa.
Segundo episódio, a prova das frutas, "Com quantas frutas se faz um Tastemaker"?
Bueno, comigo acho que 3, olha aí o número chegando de novo, só que dessa vez não foi do sorteio e sim o número de frutas que acertei. Eu de antemão já não estava sofrendo com a prova, afinal não sou um comedor de frutas, admiro demais os frutos do mar, tinha sim o medo de não acertar nenhuma, mas isso não aconteceu, não entendi muito a parte sobre descreve-las e com isso perdi até de conseguir uma pontuação mais alta. Chego na bancada, não vejo nada, sinal que a venda nos olhos está funcionando. Vou comendo fruta a fruta e me preocupando por não conhece-las, a gente sempre aposta no básico, nas frutas do cotidiano, mas não, é uma prova e claro que não é fácil.
Pela textura, amora, pelo sabor banana é indiscutível seu gosto, pelo tato também, percebo a pera, mas antes penso ser maçã, eu gosto é de pera dura, e o meu paladar me salva, é uma pera.
Os acertos, mais os meios pontos de descrição, total de 5 pontos na prova.
A pontuação me salva, segundo lugar de novo, agora divido com o amado Kalil. Somo 13 no geral, sem contar com os pontos amigas Patty, Mariani e Letícia que disputam mais 5 agora na prova de eliminação.
Então, salvo por mais um episódio, resolvo me colocar a prova aqui mesmo em minha casa, cozinhado com frutas. Faço a geleia que faria se fosse para primeira prova de eliminatória e cozinho com as frutas, incorporando em minha receita, banana, amora e pera.
Aqui uma delas será eliminada e não entrará no Hall das Geleias do Cardápio Culinária Tosca.
A nossa sempre parceira Vergonha Alheia Própria Produções, que agora conta com o precioso Matheus Bucai como câmera e editor, afinal a nossa antiga parceira a Apego Pelo Bruto Edições só produzia longa-metragens, e isso está um pouco longe do que se pretende em internet em termos de receitas práticas e rápidas.
Obrigado pela atenção, tenham todos um bom filme.
Assistam também a série Tastemakers a Competição, nesse link e nos canais da Tastemade Brasil.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Tastemakers a Competição e a Inscrição



























 Antes do jogo tem que escolher as peças.
Cada um tem o seu poderzinho.
Qual é o seu?
O meu vem de uma escola muito antiga, descende do Expressionismo e Impressionismo, respectivamente, o Pressionismo, dom do artista que tem o poder de fazer tudo de última hora.
As vezes porque quero, normalmente porque preciso.
Meu poder é demorar, enrolar, finalizar, entregar.
No passado quando fiz teste para X-Man, não fui aprovado no casting.
"Cara, acho que não precisamos disso. Tenta em outro lugar.".
Um belo dia minha cunhada mandou uma mensagem, escreveu:
"Achei a tua cara"
Tastmakers a Competição.
Resolvi gravar um vídeo, antecipadamente, depois de ouvir minha fiel escudeira amada esposa no telefone com minha cunhada:
"Eu não vou dizer nada, ele vive me dizendo que é eu parar de ficar mandando nele e dizendo pra ele fazer coisas.".
Véspera de uma semana de tretas.
Eu e gatinha somos tipo os Super Gêmeos quando brigamos, ela, forma de uma tromba gigante, eu, forma de uma tempestade em copo d'água.
Marco com um amigo para quarta-feira, ele é freelancer, pai e como eu tem o poder de ter uma agenda mutante. Não pode na quarta, nem na quinta.
Sexta-feira, acordo, são 05:40, último dia, e a matéria prima da escola Pressionista está disponível, temos toda a falta de tempo que precisávamos para começar os trabalhos.
Apenas preciso me livrar da criança que cuido e amo.
Uma ideia na cabeça.
Não é boa. Outra ideia na cabeça, um tanto quanto limitada, porém, não temos tempo.
A criança me pede um ovo mexido. Faço, agora restam apenas dois ovos em casa, e outro ingrediente indispensável da escola Pressionista, a completa falta de margem para erro.
Exceto o desespero,  não falta mais nada.
– Tchau paaaai!
– Tchau Peru! Boa aula.

Volto um capeta em forma de Gondry pra minha cozinha.
Luz, uso a natural, câmera, uso a minha, ação, também a minha mas não sou lá muito ativo.

 "Olá...Bom dia. Esse vídeo é minha inscrição para o Tastemakers a competição.".

Depois de 6 vezes disso, temos a cabeça do vídeo. Bem natural, como gosta nossa parceira de projetos Vergonha Alheia Própria Produções.
Daí pra frente desenvolvo tudo que aprendi na Fantástica Escola Duarte's Dramáticas, nível Paloma Duarte, ainda falta o Gabriela, Débora, Regina e a faixa preta de atuação, Lima Duarte.
O Paloma é muito bom, me saí bem, no entanto nossa outra parceira a Apego pelo Bruto Edições, resolveu, por mais incrível que pareça, cortar minhas outras falas.
Ressaltou que a cabeça já dizia tudo o que o filme precisava e o resto seria construído com belas imagens, fotografia impecável e trilha sonora original gentilmente cedida pela Banda Los Freelas de una Pauta.
Vídeo pronto.
Mostro para uma crítica de arte, ela critica muito. Critica bastante, critica intensamente, critica forte, critica até escorrer lágrimas do olho cego do "cineastra".
Chegamos ao ingrediente que faltava na receita Pressionista, desespero.
Hummmmm! Vem coisa boa por aí!
O video-maker, depois de explodir internamente não se dá por vencido, ouve as críticas, conversa com a Apego Pelo Bruto Edições e consegue cortar inacreditáveis 60 segundos.
Vejo a crítica agora estampada num jornal.
"Emocionante! Desespero também é emoção!". (New York Times)
O frio na barriga causado pela obra da Vergonha Alheia Própria Produções, como diria o filósofo Alexandre, o Pires, "me machuca tanto, toma conta de todo meu ser".
Mostro para uma amiga, que lembra que já passei vergonhas maiores na vida, no entanto essa é a única que parece me abrir portas.
Subo o vídeo na redes sociais. Respondo um questionário, preencho um formulário, anexo o formulário, erro ao anexar o formulário. Mas lá pelas 18 horas, termino tudo e envio.
Como diria Tetê Espíndola, "estava inscrito nas estrelas"
Um vídeo com uma receita simples de omelete, primeiro prato desse blog. Pra acompanhar um café passado e o clássico que nunca comi, "pão com banha", um dia falo mais sobre essa iguaria, o que sei é que aqui em terras tupiniquins antes da manteiga, afinal os porcos foram trazidos primeiro por embarcações portuguesas e quando azeite acabava, essa gordura saborizava o pão do café da manhã.
Ouvi de muitas pessoas mais velhas que eu falando com saudade de um bom pão com banha.
Duas semanas depois de enviar o vídeo sou um dos escolhidos.
Com o meu poder de deixar pra última hora.
Junto comigo, cada um com seu poder Bertha Salles, Bruna Guabiraba, Caio Almeida, Jô Santibanez, Juliana Palma, Kalil Lucas, Leo Abreu, Letícia Maia, Mariani Miranda, Patrícia Hopf e Vitor Bourguignon.