Como aurora precursora, levanto para fazer a primeira receita vegetariana do culinária tosca, cansado e sonolento. Esqueço até a letra do hino do Rio Grande. Do farol da divindade, que estava escondido atrás das nuvens paulistanas ainda as 06:30, num céu que se mantem nublado uma hora depois. Foi o vinte de setembro, e hoje, aqui nesta cidade cinza que comemora uma guerra perdida como nós os gaúchos, comemoro meus 8 anos de São Paulo.O precursor da liberdade, bairro japonês e berço da civilização japonesa, coisa que não tem lá no Rio Grande do Sul, lá só tem chinas e chinocas. Mostremos valor e constância, por isso chamam nós gaúchos de arrogantes, mas somos humildes brasileiros, mal interpretados pelo restante do país, apenas temos um orgulho excessivo da nossa cultura.Nesta ímpia e injusta guerra, só queremos nosso espaço, somos brasileros que fomos separados por um tratado de Todesilhas, dos catarina pra baixo era tudo espanhol e lá ficamos, colonizados pelos Padres Jesuítas.Sirvam nossas façanhas, tal qual aos feitos de Getulio Vargas, Erico Verissímo, Luiz Felipe Scolari, Humberto Gessinger. De modelo a toda terra taí a Gisele Bunchem para provar. De modelo a toda terra como Carol Trentinni, Rachel Zimmerman, Shirley Malmann, Letícia Birkheuer.Sirvam nossas façanhas, pois o que fazemos de melhor dividimos com o mundo.De modelo a toda terra, e damos muito mais, damos atores, Paulo José, José Lewgoy, Walmor Chagas. Atrizes, Glória Menezes, Leila Lopes. Cineastas como o Jorge Furtado. Cantores e cantoras, Nelson Gonçalves, Lupicínio Rodrigues, Elis Regina. E filósofos, como Paulo César Peréio.Mas não basta pra ser livre, por isso desistimos do separatismo, fomos um país, durante os 10 anos da Guerra dos Farrapos, de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845. Mas percebemos queser forte, aguerrido e bravo é o que nos faz brasileiros também.Povo que não tem virtude, mas ninguém é perfeito.Acaba por ser escravo, de uma corja, de um bando crápulas corruptos, que ficam só mamando nos fartos seios da pátria mãe gentil, como Pedro Simon (PMDB-RS) que tá lá ha tanto tempo e nada faz, ou Sérgio Moraes (PTB-RS), que não liga para a opinião pública. Isso pra citar só dois. Mas todos lembram do Emílio Garrastazu Médici.
Por isso... Mostremos valor e constância, diante desses politicos podres.Nesta ímpia e injusta guerra, vamos nos defender votando certo ou anulando o voto, a escolha é sua, quem sabe até pegando em armas, para cortar o mal pela raíz, como foi no 20 de setembro e acabar com a impunidade e as injustiças do Império, que continua com os mesmos barões. Sirvam nossas façanhas De modelo a toda terra De modelo a toda terra Sirvam nossas façanhas De modelo a toda terra.
Assistam agora ao video modo de preparo realizado na manhã de hoje, pela Vergonha Alheia Própria Produções. Um vídeo muito instrutivo, com uma receita extremamente nutriva e livre de carnes, para você meu amigo vegetariano que acompanha o blog, para você meu amigo gaúcho que se orgulha de tudo de muito bom que vem do nosso amado Rio Grande do Sul, como o eterno cigano Igor, personagem que ganhou vida graças ao talento de Ricardo Machi.
Pode ser larica, se você chega altas horas da madrugada, cercando o frango como me definiu um taxista, isto é, fora de um estado normal de consciência, enebriado por uma alegria inconsequente que só a imaturidade e o rock and roll proporcionam, e o samba no caso do Zeca Pagodinho. Usando ingredientes não tão tradicionais como:
• uma fatia de queijo, • uma fatia de presunto • três unidades de pastelina. (Pode ser pingo d'ouro, ruffles, doritos, torcida, sticky's ou palitinhos) • requeijão a gosto.
Mas pode ser também uma iguaria culinária extraordinária se combinada com outros ingredientes, ou especiárias mais usuais. Além de um pouco de paciência e fogão.
Para tranformar uma tradiocinal larica como enroladinho de presunto e queijo em um cardápio sofisticado da cozinha moderna e atual, é simples, basta ter em casa ou comprar:
• uma fatia pão sírio. • uma fatia de presunto. • uma fatia de queijo. • um tomate cereja grande, cortado em fatias. • um galho pequeno de manjericão fresco que nem o Giane. • queijo parmesão ralado. • requeijão a gosto.
Nesse caso, ou com essa quantidade de ingredientes, é bom que o cozinheiro esteja sóbrio, ou levemente alcolizado, pois cozinheiros precisam ser meio tontos, um pouco retardados, com o telencéfalo não muito desenvolvido, falo claro, não dos grandes chefs, mas dos apresentadores de programas culinários, como Edu Guedes, como Daniel Bork, como eu, quem sabe como você e como o Serra também, que come todo mundo.
Bueno, o modo de preparo foi gravado pela nossa grande parceira a Vergonha Alheia Própria Produções e eu diante das câmeras encontrei a monotonia, não tenho mais desafios, estou apto, ela não me assusta mais. Já sei atuar com as sobrancelhas como Mariana Ximenes, pender a cabeça de forma interpretativa, ora interrogativa ou agitando ela freneticamente como muito bem faz Cauã, sei mudar minha voz e tenho o talento de fazer vários sotaques parecerem o mesmo, tal qual Aracy e Tony, passo do grego ao italiano, em segundos, do armênio ao italiano também, num piscar de olhos dramáticos, do jeitinho da Regina Duarte.
Sim agradeço a instituição EAD M, D, X & R (Escola de Artes Dramáticas Marmo, Dolabella, Ximenes & Reymond) e a Escola Duarte's Dramáticas, onde já passei pelos seus vários cursos profissionalizantes na carreira de ator, por vários níveis, o Paloma Duarte, o Gabriela Duarte, o Débora Duarte, o Regina Duarte, e agora que me falta só último, a faixa preta da atuação, o nível Lima Duarte, estou entediado.
Preciso mudar, fazer algo diferente, mas enquanto isso não acontece, veja esse filme, aprenda a fazer um enroladinho, melhor que o do Marcelo Anthony, que é do bom.
Segunda 6 de setembro de 2010, estou em São Paulo, sentando no meu apartamento, com a boca cheia de dentes, mas no caso, não esperarando a morte chegar, mas morto na frente da televisão. Vejo CQC, e me dou por conta do tempo perdido. Não pelo programa que acho bem legal, mas por ter recebido a notícia que Palmirinha está fora do ar.
Porque no Rio Grande do Sul não tinha Gazeta?
Porque não chegava lá em casa esse belo programa de culinária?
Tive a chance de ver quando mudei para São Paulo, no entanto, neguei esse canal, dizendo sentir saudades da RBS. Ah! A burrice da juventude! RBS?
Onde estava minha cabeça quando eu tinha 23 anos?
Perdi bem mais que a Diva do forno e fogão.
Perdi de acompanhar todos dias a inspiração culinária de Palmirinha e também os conselhos de Guinho.
De repente, durante o programa pensando no vazio que eu sentia, pela negligência ao programa de Palmira Nery da Silva Onofre, senti além do vazio, muita fome.
Me dirigi até a cozinha.
Na pia os kanis, descongelavam.
Abro a geladeira, retiro o requeijão em pote de vidro, aviação.
Fecho a geladeira e encontro ao lado do liquidificador, perto do bar, o sal, a pimenta, azeite, vinagre e um vidro de molho shoyu. Escolho ele.
Junto aos doces e outras laricas, que guardo em um cesto no armário da cozinha, encontro um pacote de alga marinha tostada e temperada para aperitivos. Alga ou algo que comemos na casa de Patricia Oyama, jovem, japonesa, jornalista, que nos deu a excelente dica da compra.
Então, coloco na minha frente o pacote de algas, o shoyu, requeijão e o kani. Começo comendo de maneira descordenada, sem saber o que vai com o que, quem combina com quem. Larica.
A minha definição de larica é comer só para acabar com a fome, o que eu acho muito nobre e respeitoso, sem muita preocupação com o paladar, muito menos com a elaboração de um prato, ideia ou criação. Comer e só.
Mas nesse 6 de setembro eu laricando em frente a TV, tive uma luz gourmet, e de maneira ordenada, ensaiada.
Como se fosse algo que já estivesse ha muito tempo na minha cabeça, eu de maneira ritmada, pego uma alga, pincelo ela com requeijão, não um qualquer, mas um Aviação, o Karandash dos laticínios, e no tempo que eu pincelava a alga, num potinho com shoyu descansava uma fina camada kani, que coloquei num berço esplêndido de alga e requeijão levei até a boca onde a crocância da alga, se encontrou com a cremosidade do requeijão, o suculento shoyu, o tenro Kani e a ácida saliva, da boca cheia de dentes e nesse momento deixa de ser uma cena bonita. Mas se transforma num momento saborosíssimo.
Faço para minha mulher, ela come e sorri. O sorriso de Lucia é sincero, verdadeiro e quando é de prazer se torna-se maravilhoso.
Vou para cozinha.
Está mais do que na hora de tirar a poeira e as teias de aranha que toman conta do blog. Então gravo o primeiro episódio da série:
"As diferenças entre Larica e Culinária."
Saí errado, desisto. Acho que não vale a pena, afinal é só uma alga, com requeijão e Kani com shoyu.
Mas minha mulher diz:
– Vai lá grava, faz tanto tempo que tu não sobe um post...
Volto na cozinha e resolvo fazer direito.
Fazer certo, com vontade e dedicação.
Como faz o Cauã Reymond interpretando um retardado, ou a Gabriela Duarte dando vida a uma personagem sem expressão, ou mesmo o Gianechinni interpretando um homosexual.
Luz, câmera, ação! Video modo de preparo Culinária Tosca. Gravando!
Pois é!
Tão dizendo isso por aí.
Começou com a jornalista Lia Bock do maravilhoso e recomendável, Eu lia tu lias, um blog muito legal da revista TPM.
Depois a jornalista Manuela Macagnan do site do bebê, da editora abril reafirmou isso, numa bela matéria do portal.
Falando em internet, no canal All TV, televisão na web, veículo esse da mulher que mais viu filmes na história da televisão, isso mesmo, a filha do Silvio Santos. Uma funcionária da filha do patrão outra jornalista, chamada Vanessa Caubianco, mãe, publicitária, e ainda blogueira, vai me entrevistar amanhã, no seu programa, chamado Lá em Casa, na All TV.
Olha aí Geyse, teu rosa tá ficando bege, tô quase mais famoso que tu!
No entanto ela também está me chamando de dono de casa...
Mas pelo que eu entendo, dono não é aquele que manda?
Nesse caso essas matérias estão me difamando, são mentirosas e caluniadoras, pois aqui em casa eu não mando nada.
Mas vamos lá, All TV, programa Lá em Casa, 16 horas.
A cada terça-feira relembro o maravilhoso gosto da imaturidade.
Tenho hoje 30 anos e obrigações que essa idade demanda. Sou pai, sou um trabalhador autônomo, sou um marido fiel e leal e recentemente virei o segundo guitarrista de uma banda espetácular, arrojada, transgressora e com a maior tag do twitter, chamada Heleninha Roitman and the Punk Tosko Full Glass Band Project.
Essa banda contém 5 integrantes. Renato Moikano, o maestro, a referência, o cara que arruma a casa; Katiane Romero, a voz, aquela que desarruma a casa, a encarnação viva e não meramente uma obra de ficção de Heleninha Roitman; Camis Fank, uma negra albina baixista de groove e balanço com Fank no nome; André Schröder, o homem das baquetas voadoras, baterista de corpo e alma, a bem da verdade filho do baterista da Corpo e Alma, na fase mais psicodélica do conjunto e eu Ricardo Toscani, tosco por natureza, o segundo guitarrista, uma espécie de Dennis Carvalho da banda, sem o mínimo talento, mas perseverante, inventivo, como Dennis que inventou que é diretor e que a Débora Evelyn é atriz.
Toda terça essa turma muito louca que apronta poucas e boas, além de muita confusão na seção da tarde, se reune a noite para voltar no tempo, rejuvenscer, entrar dentro de latas, garrafas, de álcool, para saudar Heleninha e fazer o rock, on the rocks, descer macio e reanimar.
Ofereço a esses amigos um sanduba pra lá de especial em agradecimento a toda alegria que me proporcionam nas noites de terça, sendo meus analistas, psicólogos tão ou mais eficientes que os taxistas.
O gosto da imaturidade é doce as vezes, salgado em outras, no entanto é saboroso sempre.
Então vamos ao saborosíssimo Sanduba Imaturo da Madrugada.
Ingredientes.
• 1 pão cacetinho. • 4 fatias de queijo prato. • 4 fatias finas de copa. • Requeijão (numa face) • Manteiga ( na outra face, como no filme do Nicolas Cage e do Travolta)
O modo de preaparo como sempre está no vídeo produzido pela Vergonha Alheia Própria Produções, um filme incrível, com camêra ousada, atuação contundente, feito na madrugada, depois de umas boas doses de imaturidade. No mais, só mais um lembrete, na verdade é um pedido: Dj, toca um mambo caliente.
Hoje eu e mais um número correspondente a zilhões de veículos de mídia farão uma homenagem ao garoto negro, que ficou branco e hoje um ano depois, é cinza.
Sim tudo começou no dia 25 de junho do ano passado quando minha mulher se encaminhava para o fim de nossa gravidez e pensava o que de extraordinário aconteceria no ano do nascimento de Alice?
O que marcaria no álbum do bebê como acontecimento do ano?
Quem o anjo da morte rondava? Hebe, Silvio Santos, não, Deus não seria assim tão previsível, Pedro Bial...Não, Deus não seria assim tão genreroso.
Pois é todos sabemos que Deus não fez caligrafia suficiente e por isso escreve torto.
De repente ele pede para o corvo entrar em Neverland, falar com Michael e na calada da noite dizer:
– Never more...
Há quem acredite que o confuso garoto, que tinha um rato chamado Ben como melhor amigo, e era o pilar principal dos Jackson's e por isso o que mais apanhava, agora está em algum lugar, sossegado, contanto o dinheiro da turnê This Is It, dos discos que voltaram a vender e esperando um filme sobre sua vida que renderá muitos outros milhões e terá no papel principal Helena Bonhan Carter usando a mesma maquiagem do filme Planeta dos Macacos de Tim Burton.
Mas deixando de lado as teorias, vamos encarar os fatos, o cara morreu.
Virou história, marcou na linha do tempo da música e mexeu com muita gente, como o Macaulay Culkin e nos seus muitos sobrinhos de final de semana...
Enfim, como não homenagear esse homem que tocou fundo em você?
Tocou nada!! Senão você poderia ter ficado bem rico e processando o Peter Pan bicolor.
No entanto o Culinária Tosca não fica atrás, muito menos na frente - mantém a distância correta - e presta uma homenagem muito especial ao maior astro do pop com uma receita maravilhosa de brigadeiro, conhecido nos pampas como negrinho e a sua versão sem chocolate, o branquinho.
Aqui apresento a versão básica dos doces, mas acrescento o ingrediente preferido de Michael, o Garoto, branco e negro, falo aqui do chocolate.
Vamos aos ingredientes:
Negrinho:
• 1 lata de leite condensado. • 3 a 4 colheres de sopa de chocolate em pó. • 1 colher de sopa de manteiga
Branquinho
• 1 lata de leite condensado. • 1/2 gema de ovo. • 1 colher de sopa de manteiga
Agora assita o vídeo modo de preaparo oferecido pela Vergonha Alheia Própria Produções, um vídeo tão espetácular quanto a carreira musical da Latoya Jackson.
Assim como Jacko nosso doce apresenta dualidade, não sabemos se é negro por dentro e branco por fora, ou negro na essência e branco por capricho.
Michael, mas tu mesmo já nos disse um dia...
"It don't matter if you're black or white"
Vamos continuar falando de copa, até porque falo dela desde 2006, pois a África nunca ficou tão perto graças ao filósofo Vanucci.
Sou um apaixonado por futebol, torço muito pelo Sport Club Internacional, mas é na copa do mundo que me divirto. Escolho além do Brasil, outras equipes que me emocionam, até porque faz tempo que as equipes da CBF não me agradam, mas sou brasileiro, não desisto nunca. Minha relação com a copa, começa em 1986, ano que frequento a primeira série. Nesta época morava numa cidadezinha de colonização italiana, chamada Dona Francisca, a cidade toda torcia para seleção brasileira, mas se a canarinho caíssse, tinha a azurra como opção da maioria e a Alemanha, para outros. Mas isso só em copa do mundo, no intervalo de quatro anos brasileiros eram só os que moravam na COHAB ou no morro...os nigri, como diziam os senhores mais antigos e jurássicos da pacata e preconceituosa Dona Chica. Lá nessa cidade vivi minha primeira decepção na verdade duas, depois de gastar toda mesada em chicletes ping-pong, quase deslocar o maxilar, sem ainda nem saber o que era maxilar, passar horas na cadeira do dentista e ter como resultado um álbum incompleto de figurinhas, que cheiravam a hortelã e tutti fruti, o mais curel é que não pude mais ver as vinhetas do Araquem o gooool man, atropeladas pela França numa decisão por pênaltis. Minha refeição de copa foi um típico churrasco gaúcho na cidade de Faxinal do Soturno, também de colonização italiana, voltamos todos tristes para casa, meu pai e minha mãe, muito desapontados e meu irmão que estava de aniversário neste dia, sofre um trauma menor pois ganha um presente quando entramos em casa.
Chega 1990, e agora mais outras duas decepções, a Elma Chips lança um álbum de figurinhas, um mapa mundi de plástico com graciosos personagens de cada país em figuras autocolantes, como se as figuras saísem do pacote e corressem para o álbum e automaticamente colassem sozinhas. Esse álbum tinha a misteriosa figura da Itália, sede da copa, com um simpático casalsinho dançando tarantella que dava direito a um mini-buggy, aliás qualquer coisa nos anos 80 e 90 davam mini-buggys, exceto para mim e para todos meus amigos, pois todos quase completamos o álbum, só faltava a Itália. As figurinhas vinham em embalagens prata, que descobrimos que era só esfregar na calça jeans que saia a tinta prata e a gente descobria qual era a figura sem tirar do pacote, como se desse pra devolve-las. Depois de muito estragar o estômago e passar um mês fedendo a Cheetos, que tem cheiro de peido, será por isso que se chama Cheetos?
Caímos numa oitava de final para Argentina.
Agora me restavam duas equipes, Romênia e Camarões, que foram caindo no meio da copa.
Também bebi muitas pepsi's para conseguir completar a coleção de copos com a equipe de Lazaronni que serviu meu leite com nescau até a copa seguinte. Essa termina com a Alemanhã campeã. Lembro também de muita pipoca, pinhão, e o que não gostaria de lembrar, pinhão com gemada...
O ano agora é 94, começo a tomar cerveja e com isso entender mais de futebol, começo a fumar também, o interesse pela gurias aumenta muito, mas o delas é inversamente proporcinal. Passo a ter uma vida social, colegas chamando para ver o jogo na casa deles, festinhas como meninas, mas elas não dão muita bola, a coleção que faço nessa copa é de gurias que me desprezam. O Brasil é campeão, assito a final em Porto Alegre, foi sem graça, por pênaltis.
Em 1998 as gurias continuam me dando fora, menos um pouco, parei de fumar, 4 meses antes da copa, voltei no primeiro jogo. Nesse ano já convivia com uns grandes amigos que conheci em 1995, e são umas das figuras mais legais da minha vida. E a copa foi assim, fumando, tomando cerveja, jogando super-nintendo, fumando, comendo amendoin, salgadinhos Elma Chips, churrascos. Semi-final, holanda, pênaltis, e festa na avenida Presidente Vargas, endereço das comemorações santamarienses. E todo mundo feliz com suas cervejas e cigarros dizendo já ganhou. França campeã. De novo a França.
No ano de 2002, copa no Japão e na Coréia, nada supera o fato de poder beber as 8:00 da manhã. Nessa copa já tinha uma namorada, ela estava em São Paulo, trabalhando, eu no meu último ano de faculdade. Minha turma inventou as sextas-gordas, dia da semana que escolhiamos um tubérculo, ou raiz ou massa, fritávamos e comiámos até explodir. A final foi em grande estilo, numa cidade de colonização alemã, Agudo, assistimos o jogo Brasil e Alemanha, era inverno e eu prometi que me atiraria na pisicina se o Brasil fosse campeão, chovia, era de manhã, frio e eu já achava muito boa idéia a Alemanha ser campeã. Depois de muitos pastéis, risólis e outras frituras chega a hora de gritar é campeão e pular na pisicina. Foi bom, sem gripe, pude tomar mais uns tragos e me esquentar de novo.
Em 2006, moro em São Paulo, grandes amigos criam um brinquedo revolucionário, o bobueno, com o intuito de aliviar todas tensões da copa. É o ano do quadrado mágico, mas como toda mágica é ilusão, deu França de novo, mas ela perde na final para Itália do Zambrota.
Amendoin japonês, salgadinhos torcida e a África é logo ali, são as coisas que mais me lembro da copa disputada na Alemanha.
Agora o ano é 2010, tenho uma filha, continuo com a mesma mulher da copa de 2002, temos uma cachorra que está com a gente desde 2001, e um blog de culinária, e não tenho medo de usa-lo (frase de um dos criadores do brinquedo revolucionário, e conselheiro do blog).
Então é com esse poder que tenho, chamado Culinária Tosca, que apresento um quitute extraordinário, que me deixará livre dos salgadinhos Elma Chips e Torcida para sempre. Um produto canarinho, um produto de raíz, a mandioca. Mandioca essa que deveria estar na boca e no brioco de Galvão Bueno e na ponta de cada vuvuzela, silenciando os dois barulhos mais insuportáveis dessa copa.
Vamos aos Ingredientes:
• mandiocas, cruas e bem lavadas.
• um bom ralador, ou uma faca bem afiada.
• óleo para fritar.
• sal a gosto.
Assista ao vídeo modo de preaparo, da vergonha alheia própria produções, um vídeo que ensima muito mais do que cozinhar, ensina a aceitar o seu verdadeiro eu, por isso para de se enganar e sai do armário Gianecchini.
A sugestão de consumo das mandiocas-chips é um bom bife de contra-filé cortado em tiras.
Prato que deu errado:
Batatas ao forno.
Ainda tenho que descobrir a maior falha, mas não é só ralar a batata e colocar no forno, é mais complexo. Não ficou ruim, mas não ficou como eu esperava, como eu queria.
Mas sigo tentando, até encontar a solução.