quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O retorno do XIS costela, egg, bacon gordura, XIS Coração, egg e do chapeiro maluco!

















Domingo, dia 12, quase um mês depois da primeira edição.
A rede imaginária de restaurantes, Toscozinha, apresenta.
O retorno do XIS costela, egg, bacon gordura, XIS Coração, egg e do chapeiro maluco!

DOMINGO 13 DE AGOSTO, às 20 horas e 20 minutos a chapa começa a esquentar!
Apenas 20 vagas!
E o lanche continua com o cabalístico preço de R$ 20,00.

Sabores:
• Xis Costela Egg Bacon
(ervilha, milho, tomate, alface americana, maionese caseira, ovo, queijo, bacon e costela bovina)
• Xis Coração Egg
(ervilha, milho, tomate, alface americana, maionese caseira, ovo, queijo e coração de galinha)

Agora se liga aí que é hora da revisão!
DIA: 12, domingo.
HORA: 20:20
PREÇO DO LANCHE: R$ 20,00
VAGAS: 20
RESERVAS: ricardo.toscani@gmail.com














































E o vídeo (o mesmo), pra não perder o costume.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vai ter XIS no Cafofo na sexta-feira 13.























REGRAS DO JOGO!

6 vagas iniciais, com prazo até ás 23 horas. Não aparecendo perde a reserva.
Se não quiser fazer reservas, apareça, mas fica dependendo do estoque.

A lanchonete do Cafofo abre na sexta-feira 13, às 20 horas.
Chegou, faz o pedido e espera a vez.
O preço do lanche é R$ 20,00
O Cafofo tem refrigerante, cerveja e cachaça, R$ 2,00, R$ 3,00  e R$ 5,00, respectivamente.

Sabores:
• Xis Costela Egg Bacon
(ervilha, milho, tomate, alface americana, maionese caseira, ovo, queijo, bacon e costela bovina)
• Xis Coração Egg 
(ervilha, milho, tomate, alface americana, maionese caseira, ovo, queijo e coração de galinha)
Reservas, ricardo.toscani@gmail.com

O primeiro Xis a gente nunca esquece.
Todo sabor, que senti dos meus 6 anos de idade aos meus 23, tentei colocar na chapa que ganhei num churrasco na casa de Marco Menezes e Miriam Seligman, em Santa Maria no Rio Grande do Sul, terra do lanche que leva o nome de uma letra.
Trazer esse sabor pra São Paulo era o grande desafio. Como?
Melhor começar importando o pão, trouxe na minha última ida a terra santa.
A chapa, não consegui trazer, na verdade não quis coloca-la em risco no avião. Ela veio de carro, trazida pelo grande amigo e colaborador desse blog, Bruno, o Algarve.
Quando a chapa chegou, faltou o ingrediente principal, coragem. E coragem não tem no Pão de Açúcar, nem no Futurama, muito menos no Carrefour, pode ter no Zaffari...mas não é sempre.
Então, fui buscando essa coragem dentro de mim, nas vezes que fiquei olhando o experiente chapeiro Bagaio, fazer o xis com muito mal humor e falta de higiene pessoal. Quando bagaio aparecia barbeado, cabelo aparado, era o sinal de que seria uma semana difícil, pois ele e a chapa eram praticamente a mesma pessoa. Ele estando limpo, a chapa infelizmente também estava, e chapa limpa era lanche sem sabor.
Depois de mergulhar nas memórias do jovem Ricardo Toscani, debruçado no balcão do Celimar, vulgo Bagaio, é hora de ligar para o oráculo Régis Santos. Não é a toa que Régis do alto dos seus 30 anos esteja com muitos cabelos brancos, é muita sabedoria para uma só cabeça.
Régis é filho de Alzira, cozinheira de mão cheia, que também domina a arte desse lanche regional. Liguei para o Régis e pedi as quentes dicas da Zira, e ele me passou todas, das mais simples as mais complexas. Isso era terça-feira.
No sábado às 15 horas saio de casa em busca das espátulas perfeitas. A coragem já estava no nível máximo, só faltavam as armas certas para batalha,  e é bem fácil achar armas no Largo da Batata.
Espátulas, abafadores, pães de Santa Maria, chapa do tio Marco e a tal coragem, sim, porque para um rapaz da cidade coração do Rio Grande, se atrever a fazer esse lanche para seus patrícios, é preciso de muita. Mas agora não tem mais volta, estava marcado o encontro.
No mercado busco uma costela, corações de galinha (indispensáveis), queijo, ovos, o bacon, (imprescindível), tomate, alface (para diminurem a culpa), ervilha e milho, pois a culinária gaúcha não é nada sem ervilha e milho.
Agora é só esquentar a chapa.
Assim o faço, e assim registramos o primeiro Xis feito em São Paulo, por um filho adotivo de Santa Maria, pois eu nasci em Santiago...
Assista o filme, aprenda a fazer, mas se ficar com preguiça, aparece no Cafofo na sexta-feira 13 à partir das 20 horas.






terça-feira, 3 de julho de 2012

Anchova Minimalista






















A iguaria que será apresentada lembra o antigo movimento criado por algum artista.
Essa é a anchova minimalista.
Tal como a música de poucos versos, a peça com poucos diálogos, ou um desenho de poucos traços.
Essa receita tem poucos, mas precisos passos.
Os ingredientes, o próprio peixe, o sal grosso e o limão.
Tudo seguindo essa ordem, como no vídeo de demosntração.
A poesia não é concreta, nem lírica, muito menos moderna.
É apenas uma receita de peixe, como era feita no tempo das cavernas.
O que diferencia é o blefe, o nome pomposo.
Peixe, sal e limão, não precisa mais do que isso pra ficar gostoso.

Um bom filme a todos.
Mais uma obra da Vergonha Alheia Própria Produções.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Blog de férias, ou morto, ou não...
















Parece que o blog está de férias. Tanto tempo sem nenhum post. Mas eu acho que no fundo era isso, estava sentido que tanto eu quanto o Culinária Tosca precisávamos de um descanso.
Escrevo hoje com aquele gosto de volta ás aulas.
Assim a distância é muito mais saboroso. Sofria com esse tipo de redação, achava uma proposta injusta, ficar sentado descrevendo sobre um tema, dentro de uma sala de aula, relebrando o momento feliz longe dela. Mas assim é a vida, agridoce, como um vinagrete com geléia.
No entanto, vamos lá...
Minhas férias em Paúba.
Saí de São Paulo num sábado, ás 14:37.
Moro ha nove anos em São Paulo e ainda não conhecia o litoral bandeirante. Foram dois débuts. O citado acima e a primeira vez que Alice viaja só comigo, o pai. Desafio a frente.
Tiro de letra, na estrada poucas complicações, só um envolvendo a batata ruflles, e as curvas sinuosas das estradas que levam ao litoral.
Já no destino, amigos nos esperam.
Cervejas gelando, cachaça na espreita, e em breve um fogo que vai assar a maminha e muitas costelas, pecado da carne a caminho, com o bem-vindo pecado da gula.
O sábado já vira domingo, e ainda desconheço a costa paulistana.
Chega o domingo, e não é só o mar que está de ressaca.
O encontro é magnífico, melhor que o esperado. Praia de tombo, um ótimo banho nas águas de maio, a água me lembra um pouco a estação que estamos, mas vai esquentando a medida que me mantenho nela.
Algumas cervejinhas, depois, e uns goles de capirinha, voltamos para a casa. Lá além da habitual costela de Fábio Dias em exímio assador,  tem a Corvina Del Pescador, algo que classifico como um peixe frito assado, é preparado por  Bruno Algarve, um grande responsável pela existência de vídeos nesse blog.
Começa agora um especial chamado...
Quase Todo Dia um Peixe se Aguentar!
A Corvina del Pescador dominical da churrasqueira, dá lugar ao Peixe Vermelho com leite de coco ao forno. Esse preparado na receita original com sopa de cebola, no entanto como não encontro no mercadinho caiçara, faço um sal especial com alho esmagado, alecrim, pimenta, harmonia e boas vibrações, afinal estou numa praia quase deserta bitcho, a pipeline brasileira!!
Na mesma segunda-feira, a meia noite, sororoca assada, na churrasqueira. Nesse caso, o mesmo sal good vibe é colocado no peixe e nas batatas, que assam juntos na mesma grelha.
Na terça, dia do quase, ficamos com uma galinhada, e terminamos a noite com sandubas.
Quarta ao meio-dia um galetinho assado, pedaços que não entraram na galinhada, e uma massinha com molho mediterrâneo, são nosso almoço.
A quarta-feira a noite reserva o Risoto Lambe-Lambe, feito com mariscos, da praia do proctologista anão, a famosa Toque Toque Pequeno, (acho que foi o professor Rodrigo Bozano que a definiu assim).
Na quinta-feira mais um espetáculo da culinária maritima, A Anchova Minimalista, que acredito não ser uma invenção minha, exceto pelo nome. E os peixes vermelhos a moda del pescador, tudo na churrasqueira novamente.
A sexta-feira é o dia oficial do não vamos sujar a louça, assim nos dirigimos para o Canto do Paúba.
Lá, lulas à dorê de entrada, depois um escolhe uma picanha, as gurias pedem filé, uma com batatas purê a outra sauté, quanto a carne uma pede ao ponto a outra mal-passada. Já eu, fico com meio filé mal-passado, pequenos pedaços de picanha que mendiguei de Bruno e a sobra do almoço da Alice, arroz, feijão, iscas de filé e brócolis alho e óleo. 
Na sexta, depois do almoço, a tardinha, passado um pouco da hora do mate, chegam Carol e Bozano. Para quem não conhece, um casal maravilhoso, inteligente, de boa conversa, quase só virtudes. 
Vai começar o jantar, e ao colocar o carvão na churrasqueira Bozano declara:
– Ultimamente tenho me emocionado só com o cheiro do carvão!
Começa o churrasco. Corações, cupim e costelas queimam no alaranjado braseiro.
Bozano também ganha o título de exímio assador.
No sábado, um longo café da manhã, depois da madrugada com vinho na beira da praia, discutindo sobre a falta de presença, ou no caso, ausência das três marias no céu, e a polêmica entrevista da Maria da Graça Xuxa Meneghel.
Chegamos ao ferry boat ao meio dia, e em ilha bela 12:30 aproximadamente.
Lá, sentamos num boteco na beira da praia.
Fomos atendidos pela bela caiçara, Léia. Princesa Léia.
Ela trouxe alegria, caipira, cachaça, cervejinha, batidinha de coco, lulas, mais lulas, peixe-porquinho, manjubinhas, tudo frito com exceção dos líquidos e da conta. E assim foram os 10% e mais R$10,00 pelo sorriso agradável de Léia.
De sobremesa, uma areia e um banho de mar e algum tempo depois um sorvete de despedida em Ilha Bela. 
Ferry boat noturono, agora com Alice acordada. Aproveitamos melhor o passeio.
Em casa, um outro churrasco.
Domingo é o adeus ao litoral, digo, o até breve.
Esse dia me mostra que esse tempo todo o blog não estava abandonado, muito menos morto. Está latente.
Estou parado sim, mas observando tudo, provando cada coisa a seu tempo, descobrindo o meu tempero, a minha alquimia, bem longe do vício dos caldos em tablete e do ajinomotto.
O cardápio de despedida traz um desafio, arroz com lulas e mariscos.
Como limpar lulas?
Com a ajuda da rede mundial de computadores, a internet, eu e meu amigo-hospedeiro, Bruno Algarve, tentamos desvendar esse mistério. Com poucos avanços, ouvimos uma voz ao longe que nos pergunta...
– Vocês são pesquisadores? Estão estudando a lula?
– Não, só estamos tentado limpa-la para comer...
– E precisam de ajuda?
– Sim...muita.
– Posso então?
– Por favor...
Aprendi a limpar lula.
No tempo em que o professor Vianeis, limpou nove, eu limpei uma.
Mas aprendi, e isso foi o que mais fiz nessas férias.
Aprendi, aprendi, aprendi!
Esgotei as possibilidades de comer frutos-do-mar com arroz e também peixes, até sashimi eu comi. E o mais fascinante, trabalhei em dulpa. E eu e Bruno inventamos um prato a dois cérebros, feito a quatro mãos, a pseudo-paella, o arroz Lula-Molusco.
Agora chegou a hora de dividir. E assim que acabarem as minhas férias, teremos, uma a uma todas as receitas citadas acima nesse blog que se encontra à deriva num mar de novas experiências.
Aguardem...






















sábado, 14 de abril de 2012

Post Urgente de Última Hora, Culinária Tosca serviço!























Tradição é tradição.
A peixaria Nossa Senhora de Fátima está no mercado desde de 1963, literalmente no mercado, mais precisamente no Mercado Público de Pinheiros, box 68, Rua Pedro Cristi, 89.
Tratando os peixes e os clientes com muito carinho, bem mais os peixes que os clientes.
Mas eu dispenso o carinho e o bom tratamento.
Cuidem do meu peixe, o resto é frescura. Aliás para mim frescura, só a do peixe.
Depois de perguntarem como eu ia fazer, se eu mesmo ia limpar, respondi que queria que eles fizessem todo serviço e iria assa-la. Pedi então para que espalmassem a peça para eu fazer no forno, tirassem o rabo e a cabeça para eu acomodar melhor a anchova na assadeira.
Fizeram tudo com maestria, depois colocaram num saco bem resistente, daqueles que não vazam caldo de peixe na sua eco-bag fashionista. A moça que embalou, limpou a boca do saco, colocou numa máquina de vácuo, e colocou tudo numa linda sacola de papel, bem mais fashionista que minha eco-bag e sem nenhum sorriso no rosto entregou o peixe que servirei amanhã.
Obrigado Nossa Senhora de Fátima.
Cheguei em casa feliz e pensando numa das mais verdadeiras leis da física...
Quem sabe, sabe.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sopabóbora!!











A abóbora sofre preconceitos.
Na minha infância muito fui chamado pela minha mãe, tias e demais parentes de abobrão. No Rio Grande do Sul, o abobrão não é nada mais, nada menos que um pateta, um mongolóide, um retardado.
Hoje em dia o melhor sinônimo para os adjetivos citados acima é Bruno de Luca.
Talvez por isso eu sempre tive um pé atrás com a abóbora e com o Bruno de Luca.
Demorei pra come-la, agora só falo da abóbora. Lá em casa tinha toda quinta, era caramelizada, meu pai comia com carne, arroz, feijão, e depois arrematava as que sobravam num prato fundo cheio de leite. Ele e meu irmão, cada um numa ponta da cabeceira (acho que isso é um pleonasmo), comiam com tanto gosto que foi minha primeira tentativa de amizade com a abóbora.
Brigamos novamente na primeira colherada. Cheguei a pensar que meu pai e meu irmão não gostavam daquilo e estavam comendo só para me sacanear.
Mas meu querido irmão ao contrário de mim, gostava muito, não estava me sacaneando, tanto que ganhava das tias vidros cheios do doce de abóbora em calda, diferente de mim que só continuava ganhando o apelido de abobrão...
O doce foi minha segunda tentativa, e essa foi mais feliz e por muito, muito tempo, era só o que eu podia esperar da abóbora.
Outro grande desafio gastrônimo para mim foi tentar me convencer de que a sopa não é apenas uma comida de doente. Tenho muito preconceito com sopas. Vem alguém falar com entusiamo, vou jantar sopa, vou almoçar sopa, para mim é doente.
No entanto minha agridoce e amada mulher ama sopa quase tanto quanto me ama.
Certa vez fui viajar a trabalho para Volta Redonda (a cidade pleonasmo, segundo minha amada) e na volta, tentando surpreende-la nos braços de um gogo boy, pois era noite da reunão só de meninas e me deparo com um prato feito pela minha cunhada Jeanine, que por sua vez aprendeu com a outra cunhada, Cristiane a tal sopa de abóbora!
Vendo sopa e abóbora na mesma panela imagino que o gogo boy me chocaria menos...
Como já sou moço feito, pai de familia, tenho que encarar de frente meus medos, preconceitos e o dollynho.
Provei a sopa, munido de um bom e delicioso pedaço de pão com manteiga, e me rendi, sim abóbora é boa e sopa também é alimento de pessoas saudáveis, sim o pão continua sendo a melhor parte de qualquer sopa, a menos que seja uma sopa de queijo com bacon, daí o pão é coadjuvante...
Por isso agora que me dei por vencido, convencido e fiz as pazes tanto com a sopa quanto com a abóbora, aqui vai a receita.

Ingredientes.
• 1 e 1/2 abóbora do tipo cabotiá.
• 3 caldos em tablete de sua preferência, (usei o de galinha caipira)
• 1 colher de sopa de sal (ou a gosto como de costume)

Agora vamos ao modo-de-preparo.
No incrível vídeo gravado pela sempre parceira, Vergonha Alheia Própria Produções. Estou num nível bem Bruno de Luca nesse filme, isto é, tentando ser sério, competente, carismástico mas com total inaptidão para tal.
De luca, essa é pra ti! Ao mestre com carinho.
Bom filme a todos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Save the Whales and Save de Date!






















ANCHOVA MINIMALISTA.
PRÓXIMO TOSCOZINHA
domingo, dia 15 de abril, 15 horas. No Cafofo.

Cardápio.

• Anchova minimalista
• Arroz com leite de coco.
• Molho de limão.
• Salada verde.
• Sobremesa, brigadeiro em negativo.

8 vagas, R$ 45,00 por pessoa.

Sem mais informações porque sou minimalista.